
Rabo de cordero a la cantonesa, com espuma de iogurte, no El Bulli. Foto loremipsum, Flickr
Saiu há alguns dias a lista dos melhores restaurantes do mundo e entre algumas certezas (como o El Bulli, do renomado chef Ferran Adrià), há muitas surpresas, como o terceiro colocado, o restaurante Noma, da Dinamarca e a subida meteórica do D.O.M, de Alex Atalla, de 40° para 24° lugar.
O ranking, feito pela revista inglesa Restaurant Magazine, conta com 50 nomes de restaurantes do mundo, escolhidos por um Júri 806 chefs,, escritores e críticos gastronômicos, sendo que um terço deles não tinham votado no ano passado.
Seguindo a tendência de que a alta culinária já não está só mais concentrada em países como França, Itália e Espanha, vou falar um pouco mais do segundo e terceiro colocados: “The Fat Duck”, do chef Heston Blumenthal, na Inglaterra e o Noma, do chef Rene Redzepi (escolhido como Chef do ano), da Dinamarca.

"Sound of the Sea", um dos pratos do restaurante The Fat Duck, acompanha...
Mesmo tendo passado por uma fase um pouco estranha, o The Fat Duck continua sendo um dos restaurantes mais aclamados do mundo. O principal motivo? O chef Blumenthal procura proporcionar aos clientes uma refeição sensorial, buscando incluir todos os sentidos na hora da refeição. Por exemplo, ao servir um prato chamado “Sound of the Sea”, ele disponibiliza um Ipod ( dentro de uma concha), para que os clientes comam, escutando sons do mar!

um Ipod para você escutar sons maritmos! Fotos: sifu_renka, Flickr
O aspecto visual também é muito importante. No mesmo prato, ele procura recriar uma praia, sendo a areia tapioca frita, e o mar/ondas uma espuma guarnecida de frutos do mar e algas…Só pelo visual, o segundo lugar tinha que ser dele!
Como o El Bulli, o Fat Duck fica localizado numa pequena cidade, no caso Berkshire (próxima ao Castelo de Windsor), fora do usual eixo gastronômico londrinho. No site deles, inclusive, há dicas para se hospedar nos arredores, para poder experimentar o restaurante.
Já o Noma, fica em Copenhagen, mas também segue o estilo da alta gastronomia atual, com o uso de muitas técnicas de vanguarda, embora procure ter uma cara Nórdica, utilizando essencialmente produtos locais de forma inovadora. Essa característica até virou um movimento: New Nordic Cuisine ( ou nova cozinha nórdica).

A cara do Noma, na Dinamarca.
Entre alguns produtos usados, está o bacalhau da Islândia, lagostins das Ilhas Faroé e até a água da Groelândia! Se o ambiente, é aparentemente simples, os pratos possuem toda uma complexidade, desde a escolha dos ingredientes até o modo como os pratos vão a mesa.
Em ambos os restaurantes, a lista de espera é de alguns meses ( mais ou menos 2, pelo menos!). Se a curiosidade for muito grande, e a conta bancária pequena, dá para ver um pouco mais do que esses chefs são capazes, assistindo, por exemplo, o programa que o Heston Blumenthal tem, chamado ” À procura da perfeição” e que passa no canal GNT.
Nele o chef pega os pratos mais famosos do mundo e tenta criar a sua versão perfeita. No vídeo(abaixo), ele mostra como criar o katchup perfeito…pelo menos isso a gente pode experimentar né?!
Vambora?!
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Ler e ver tudo isso em pleno final de expediente mata qualquer um. Ainda bem que hoje é sexta, dia de enfiar o pé na jaca. Obviamente em restaurantes não tão bons como esses né. Abraço
nossa, devo confessar… algumas coisas MTO estrnhas para o meu gosto…mas até q a curiosidade me deu um pouco de fome..hehehe